AACDN - NEWSLETTER DEZEMBRO 2025


Feliz Natal e Próspero Ano Novo

Distintas e Distintos Associados;

À medida que nos aproximamos do final de mais um ano, a Direção da Associação de Auditores dos Cursos de Defesa Nacional gostaria de partilhar convosco uma palavra de proximidade, agradecimento, confiança e humildade.

2025 foi um ano marcado por desafios relevantes e por um contexto internacional exigente, que reforça a importância da reflexão estratégica, do debate informado e do compromisso com o interesse nacional — valores que estão no centro da nossa Associação.

É também graças a cada um de vós que a AACDN mantém a vitalidade, continua ativa e respeitada. Agradecemos sinceramente a todos os associados que participaram nas iniciativas da Associação, que contribuíram com ideias, disponibilidade e espírito crítico, e que, de diferentes formas, ajudaram a reforçar a nossa comunidade. O vosso envolvimento faz a diferença.

Nesta época de Natal, desejamos que possam desfrutar de momentos de tranquilidade, junto da família e dos amigos, num espírito de paz, solidariedade e esperança. Que o novo ano traga saúde, motivação renovada e novos projetos, tanto a nível pessoal como coletivo. A Direção continuará empenhada em fortalecer a Associação, promover o encontro entre gerações de auditores e afirmar a relevância da AACDN no debate sobre a Defesa e a Segurança Nacional.

Contamos convosco para continuar este caminho em conjunto.

Com muita estima e consideração.

O Presidente da Direção da Associação

de Auditores dos Cursos de Defesa Nacional

ARTIGOS DE OPINIÃO

A Importância das Alianças no Mundo Globalizado

Num mundo marcado pela aceleração tecnológica, pela crescente interdependência económica e pela volatilidade dos contextos políticos e sociais, as alianças assumem um papel determinante. Já não basta a força isolada de instituições, líderes ou nações. O curso da contemporaneidade exige convergência estratégica, cooperação qualificada e capacidade de somar competências em torno de objetivos comuns. É nesta realidade global, tão exigente quanto desafiante, que as alianças se afirmam como instrumentos essenciais de estabilidade, progresso e resiliência.

As alianças assentam em pilares sólidos, que dão forma à sua coerência e legitimidade. A confiança é o elemento estruturante sem o qual nenhuma coordenação perdura, ela constrói-se com transparência, seriedade, responsabilidade e respeito mútuo. A complementaridade decorre da consciência de que cada parte oferece o valor distinto, ampliando capacidades que seriam insuficientes, se mantidas isoladas. A visão estratégica, que orienta esforços, harmoniza prioridades e permite transformar desafios em oportunidades. E no compromisso contínuo, indispensável para garantir que a cooperação evolua, se adapte e se reforce perante novos cenários.

No contexto globalizado, as alianças tornam-se ainda mais cruciais, porque os desafios contemporâneos são por natureza transversais. Questões como a cibersegurança, a sustentabilidade, a defesa e segurança, a inovação tecnológica ou a proteção dos direitos humanos, ultrapassam fronteiras exigindo respostas articuladas e inteligência coletiva.

A união de instituições, organizações, Estados e cidadãos cria uma malha de forças que multiplica alcance, capacidade de ação e impacto real.

Assim, defendê-las é assumir uma postura madura e combativa perante a complexidade do presente, é reconhecer que a cooperação não é uma fragilidade, mas sim uma arma de fortalecimento mútuo. É compreender que a força do mundo moderno reside menos no isolamento e mais na articulação estratégica entre aqueles que partilham princípios e ambições.

As alianças são, portanto, uma escolha consciente de progresso. São pontes erigidas contra a incerteza, redes que sustentam objetivos superiores e plataformas que transformam a vontade coletiva em resultados tangíveis. No domínio institucional, empresarial, diplomático ou cívico, a lógica é inequívoca, quando caminhamos juntos, caminhamos melhor e mais longe.

No desfecho de qualquer reflexão sobre o mundo globalizado, impõe-se uma verdade simples e inabalável: nenhuma visão se cumpre sozinha, nenhum desafio se vence isolado, nenhum futuro se constrói em solitário - Juntos Somos Mais Fortes.

Dezembro de 2025

Virgínia Fonseca

Licenciada e Mestre em Direito | Mediadora de Conflitos e Formadora | Auditora do Curso de Defesa Nacional


ATIVIDADES AACDN

25 de Novembro assinalado com desfile militar no Terreiro do Paço

O dia 25 de novembro foi assinalado com um desfile militar no Terreiro do Paço, um momento simbólico que antecedeu a sessão solene evocativa realizada na Assembleia da República.


A cerimónia contou com a presença de Sua Excelência, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que destacou a importância histórica desta data para a consolidação da democracia portuguesa, sublinhando as palavras do antigo Presidente Ramalho Eanes ao afirmar que, sem o 25 de novembro, não teria sido possível a constituição da democracia em Portugal.


A Associação de Auditores dos Cursos de Defesa Nacional (AACDN) esteve representada nesta evocação institucional pelo seu presidente, Dr. Miguel Guimarães, que reafirmou o compromisso da associação com a valorização da memória histórica, das Forças Armadas e dos valores fundamentais da democracia portuguesa.

AACDN presente no Juramento de Hipócrates

Eleições Delegação Norte

Eleições da Direção Regional do Norte (Triénio 2025–2028)

No passado dia 15 de dezembro, pelas 18h30, teve lugar a Assembleia Regional da Delegação Regional do Norte da AACDN, tendo como único ponto da ordem de trabalhos a realização das eleições para a Direção Regional, referentes ao triénio 2025–2028.

Foi eleita a lista para a Direção Regional do Norte, composta por:

Presidente: Engº Luís Manuel Montenegro de Araújo Pizarro

Vogal: Dra. Lucinda Mouta

Vogal: Professor Doutor João Pedro Pêgo
a qual, nos termos do n.º 3 do artigo 6.º do Regulamento das Delegações da AACDN, obteve unanimidade dos votos.


AGENDA JANEIRO

Iniciativa Parceiros

O Curso de Especialização em Segurança, Defesa e Alterações Climáticas visa abordar desafios contemporâneos de segurança e defesa emanados das alterações climáticas, com impacto nos esforços de adaptabilidade em curso num contexto nacional e internacional em mudança.

Com uma abordagem multidisciplinar, o curso explorará as principais interseções entre o atual estado de resiliência climática e os seus desdobramentos operacionais, com base na experiência e contributos de investigadores especializados e de representantes do setor da Defesa Nacional.

A sua organização cabe ao Centro de Estudos Internacionais do Iscte-Instituto Universitário de Lisboa (CEI-Iscte) e ao Instituto da Defesa Nacional (IDN).

Há lugar ao pagamento de uma propina única de inscrição estando contemplado um desconto de 30% para estudantes e alumni do Iscte-IUL e IDN, assim como para participantes oriundos de Entidades Públicas.​

Programa

Applied Artificial Intelligence & Machine Learning

Programa

SUGESTÕES DE LEITURA

Autor:
António Costa Pinto

Sabia que, entre novas e antigas, as ditaduras comandam hoje mais de um terço do mundo? Pois é, os regimes autoritários estão de regresso, e impõe-se identificá-los e aos seus mecanismos. Cresceram em número, mas sobretudo em variedade. Destacam-se em quase todo o território da ex-URSS, assomam na Turquia e na Hungria e dominam potências como a Rússia e a China ou países com grande importância estratégica, como a Arábia Saudita, as Monarquias do Golfo ou a Venezuela. O presente ensaio apresenta e explica o mapa-mundo actual das ditaduras. Disseca os modos de dominação predominantes e salienta como, cada vez mais, os regimes autoritários "se vestem como democracias". Assinala continuidades e mudanças e permite uma premente visão global do autoritarismo político contemporâneo, confirmando-o no pólo oposto da governação democrática.

Autor:
Tim Marshall

Todos os líderes mundiais enfrentam limitações geográficas. As suas decisões são condicionadas por montanhas, rios, mares e betão. Para compreender o que abala o mundo, é necessário possuir conhecimento das ideias, movimentos e povos - mas sem um conhecimento sólido de geografia, nunca conseguiremos abarcar a totalidade dos eventos. Se alguma vez se questionou sobre a razão de Putin ter uma obsessão pela Crimeia, de a paz parecer impossível no Médio Oriente, de os EUA entrarem em tantos conflitos armados ou de o poder da China continuar a crescer em todo o mundo, irá encontrar essas e muitas outras respostas neste livro.Em dez capítulos que cobrem Rússia, China, EUA, América Latina, Médio Oriente, África, Índia e Paquistão, Europa, Japão, Coreias e o Ártico, o autor faz uso de mapas, ensaios e da sua longa experiência de viagens pelo globo para oferecer uma perspetiva do passado, presente e futuro, ajudando-nos a descobrir como a geografia é um fator tão determinante para a história do mundo.

Autor:
Steven Levitsky e Daniel Ziblatt

Um olhar revelador sobre o fim das democracias em todo o mundo — e um guia para as resgatar.

Bestseller do New York Times
A presidência de Donald Trump veio levantar uma questão que muitos nunca pensaram colocar: a democracia norte-americana está em perigo? Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, ambos professores em Harvard, dedicaram mais de 20 anos ao estudo da queda de democracias na Europa e na América Latina, e acreditam que a resposta para essa pergunta é «sim».

As democracias já não se desmoronam mediante uma revolução ou golpe de Estado, caem aos poucos, através do enfraquecimento das instituições fundamentais, como os tribunais e os órgãos de comunicação social, e do desgaste gradual de normas políticas de longa data. Mas nem tudo está perdido. O autoritarismo pode ser revertido


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3ª e 5ª: 11h – 17h

(em agosto a sede encontra-se encerrada)

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